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A área da saúde necessita de bons administradores: quer saber como se tornar um?

O mercado de trabalho tem alta demanda por gestores especializados em saúde e a nova Graduação Einstein terá foco na formação de administradores de alto desempenho

Para entender o sistema de saúde contemporâneo, é necessário observar toda a multidimensionalidade do setor, que envolve as particularidades da saúde pública e suplementar. A necessidade de alinhamento dos diferentes players, os quais muitas vezes têm objetivos e metas conflitantes envolvendo qualidade, custos, acesso e satisfação do paciente, dentre outras inúmeras variáveis, também merece um olhar apurado.

A complexidade desse sistema torna-se ainda maior quando incluídas suas formas de financiamento e custos, protocolos administrativos e organização de todos os seus processos. Além disso é fundamental estar atento à variabilidade clínica e de serviços, bem como materiais, equipamentos e a incorporação constante de novas tecnologias, entre outros fatores.

A Médica especializada em Administração em Saúde e docente das disciplinas de Gestão e Liderança do Ensino Einstein, Dra. Dannielle Fernandes Godoi, lembra que no contexto atual, em que o sistema está colapsado em diferentes pontos, é fundamental investir em processos de gestão cada vez mais qualificados e específicos para a área.

Segundo ela, não se pode admitir apenas o conhecimento técnico-assistencial do profissional de saúde, como suficiente para a gestão dos serviços. O gestor em saúde, além do conhecimento técnico inerente à área assistencial, precisa conhecer a fundo as melhores práticas e evidências em administração para conseguir lidar com a complexidade do setor.

Um dos maiores desafios do administrador na área da saúde é aumentar a eficiência dos serviços, sem perder o foco na assistência de qualidade ao paciente. Como afirma o Coordenador da nova Graduação em Administração de Organizações de Saúde do Einstein, João Paulo Bittencourt, o gestor precisa saber olhar para o setor de forma sistêmica.

Dessa forma, ele poderá identificar as diferentes relações entre os componentes de uma rede de saúde. “Isso implica compreender desde os aspectos macro e microeconômicos até as especificidades das organizações de saúde, promover relações de parcerias e alianças, bem como buscar a prestação da assistência com nível de excelência e a custos acessíveis.

Nesse cenário, destaca-se a relevância de se desenvolver proficiência sobre as estratégias e ferramentas de Gestão em Saúde, articulando eficiência, Inovação, Transformação Digital e o engajamento de pessoas. “Uma gestão de excelência gera e mensura resultados, valoriza os colaboradores e cria soluções que beneficiam a sociedade”, afirma João.

A Dra. Dannielle também ressalta algumas habilidades essenciais a esse gestor, como o desenvolvimento da visão estratégica, competência para gerir uma boa comunicação entre os colaboradores, a capacidade de liderança, criatividade e compromisso social. “Um dos fatores mais peculiares da área da saúde é que vemos de forma muito marcante tanto nos profissionais como nos gestores o propósito de melhorar a vida das pessoas”.

Benefícios da gestão em saúde eficiente

Embora ainda existam incontáveis problemas no ecossistema da saúde, os dois especialistas enxergam no gestor qualificado para atuar na área a possibilidade de corrigir e diminuir falhas recorrentes no setor, como desperdício, gastos desnecessários e variabilidade em condutas e tratamentos clínicos pela falta de protocolos unificados.

No contexto atual dos sistemas de saúde público e suplementar, conforme João, a formação consistente para atuar nessas áreas é primordial. “Acreditamos que um gestor bem-preparado possa contribuir para a transformação necessária, ao implementar e administrar os processos essenciais à mudança, propiciando melhores condições para a sustentabilidade do setor”.

Ele teme que esses sistemas estejam colapsando em estágio avançado, pois apresentam em algum nível a falta de atendimento eficiente, alto custo e falhas de comunicação e no engajamento. “Somente será possível resolver problemas inerentes a essa realidade com uma gestão inovadora e comprometida com a funcionalidade efetiva do ecossistema. Deve-se articular esforços e promover a agilidade em processos administrativos e no cuidado ao paciente”.

“Quando os profissionais estão bem orientados e o fluxo dos serviços está organizado, é possível ofertar uma melhor jornada ao paciente, com encaminhamento adequado e tempo oportuno, reduzindo a pressão desnecessária nos diferentes procedimentos, proporcionando mais sustentabilidade ao setor de saúde ”, completa a Dra. Dannielle, que soma 17 anos como profissional em Gestão em Saúde.

Empregabilidade do Gestor

Para João, a área tem como tradição absorver o bom profissional da assistência, que escolhe aprender os mecanismos de gestão na prática, “mas hoje o sistema de saúde tem uma complexidade e urgência tão grandes que não há mais tempo para esperar até que ele tenha o domínio sobre todos esses temas”. Por isso, ele acredita ser essencial investir na formação direta do Gestor em Saúde, que se diferencia do Administrador de Empresas em geral.

Com as ferramentas corretas, o gestor de alta performance conseguirá os resultados relacionados à qualidade dos serviços prestados em todos os níveis do sistema. Ele saberá identificar os suportes para organizar as unidades de saúde, de maneira que sejam viáveis economicamente e que atendam aos requisitos para uma mudança exemplar. “Penso que as nossas propostas podem ser referenciais para outras organizações do Brasil”, diz ele.

Tanto a Dra. Dannielle quanto João garantem que a ideia não é substituir os gestores em saúde. Essa liderança tem conhecimentos importantes e solidificados, além de fazer parte de toda essa transformação. “Mas mesmo com um corpo de profissionais já atuantes em diferentes postos de trabalho, estamos constatando a existência de um mercado carente de profissionais de excelência. Essa área será sempre promissora para quem optar por investir na formação específica de gestão em saúde no país”.

Nova Graduação Einstein

A Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein vai oferecer 70 vagas com ingresso em 2023 em sua nova Graduação em Administração de Organizações de Saúde. As inscrições serão abertas no segundo semestre deste ano, com duas possibilidades de ingresso: por meio de vestibular e submissão da nota do Enem.

Conforme o Coordenador, essa Graduação é completa, abordando temáticas gerais, como Gestão e Estratégia, BI (Business Intelligence) & Data Science, Inovação e Empreendedorismo, Transformação Digital até as mais específicas, como Políticas Públicas em Saúde, Acesso à Saúde e Economia da Saúde.

Além da grade curricular que privilegia o desenvolvimento de todas essas competências, a Graduação contará com a vivência prática em organizações de saúde, durante todo o período de formação. Haverá ainda consultoria específica e estágio em 27 unidades da esfera pública e 13 do setor privado, gerenciadas pelo Einstein. “A inserção de alunos bem orientados em hospitais, clínicas, operadoras de saúde e laboratórios, entre outros, é uma das chaves para a especialização que não somente o Brasil precisa, mas todo o restante do mundo”, diz João.

O Diretor-Superintendente do Ensino Einstein, Alexandre Holthausen, conta que a Instituição vem conquistando cada vez mais espaço e relevância ao contribuir por mais de três décadas com a educação no campo da saúde brasileira. “Tudo o que o Einstein se propõe a fazer, faz com excelência. Essa é uma premissa que se desdobra em todas as dimensões. Por meio do curso de Administração, vamos transmitir toda a expertise de gestão que adquirimos nos setores público e privado. Formaremos os líderes do futuro, preparados para gerir organizações, mobilizar times, administrar crises e contribuir com o crescimento dessa área tão complexa e fundamental para o país”.

Conheça as outras Graduações do Ensino Einstein:

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