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Último ano da Graduação em Fisioterapia do Einstein é marcado por imersões práticas

Com estágio curricular 100% prático e oportunidades de estágio extracurricular remunerado, alunos ampliam a experiência clínica e se preparam para a atuação profissional

No último ano da Graduação em Fisioterapia do Einstein, os alunos passam a vivenciar uma imersão integral na prática assistencial. A rotina, antes dividida com disciplinas teóricas, dá lugar a uma carga horária totalmente dedicada ao estágio curricular obrigatório.

Com atividades realizadas de segunda a sexta-feira, em diferentes cenários de cuidado, a proposta é consolidar, na prática, os conhecimentos adquiridos ao longo do curso e preparar os futuros Fisioterapeutas para os desafios da atuação profissional.

Imersão prática e atuação direta com pacientes

A imersão prática começa ainda no primeiro semestre do terceiro ano, mas é no quinto ano que se intensifica, com dedicação integral às atividades assistenciais.

Os estudantes passam por rodízios em diferentes áreas da Fisioterapia, como Ortopedia, Neurologia, Cardiopulmonar e Pediatria, além de experiências em contextos hospitalares e atenção primária.

Segundo a Gerente de Ensino Superior da Graduação em Fisioterapia, Karina Tavares Timenetsky, os alunos atuam diretamente no cuidado aos pacientes, sempre com supervisão Docente.

“Eles atendem os pacientes com acompanhamento do professor, mas com atuação direta. Ao longo do ano, também evoluem na complexidade dos casos, iniciando com o atendimento ambulatorial, passando por Enfermarias e, depois, por Unidades de Terapia Intensiva e Pronto Atendimento”, explica.

Para os estudantes, a experiência representa a consolidação do aprendizado. Guilherme Francchini Santos destaca o impacto desse momento na formação.

“Está sendo muito bom colocar em prática tudo o que aprendemos ao longo dos quatro anos. Percebemos que nada foi em vão. Além disso, aprendemos ainda mais com a vivência, com os professores e com os pacientes. É preparação perfeita para a carreira”.

A aluna Carolina Pereira Batista também ressalta a mudança de protagonismo nessa etapa. “Agora, o curso é totalmente prático. Os pacientes são nossos. Nós avaliamos, conduzimos o atendimento e acompanhamos a evolução. É uma experiência bem diferente e muito marcante”, define.

Avaliação baseada na prática e no desempenho profissional

Sem provas teóricas tradicionais, a avaliação dos alunos no último ano passa a refletir o desempenho em situações reais de atendimento. O modelo considera habilidades clínicas, técnicas e comportamentais.

De acordo com Karina, os estudantes são avaliados com base em competências profissionais esperadas para a prática fisioterapêutica.

“Eles são acompanhados no dia a dia e avaliados em relação a habilidades como exame físico, raciocínio clínico, atendimento ao paciente, técnicas fisioterapêuticas, prática baseada em evidência, comunicação, segurança do paciente e trabalho em equipe, além de habilidades socioemocionais. Há também momentos de autoavaliação e feedback com os supervisores”, afirma.

Na percepção dos alunos, esse formato aproxima a formação da realidade do mercado.

“A avaliação é muito parecida com o que vamos viver no trabalho. Eles observam como a gente atende o paciente, como registra no prontuário, como toma decisões. Isso prepara a gente de verdade para o que vem depois”, destaca Guilherme.

Dois caminhos complementares: estágio obrigatório e extracurricular

Além do estágio curricular obrigatório, previsto na matriz do curso, os alunos têm a possibilidade de participar de estágios extracurriculares, que ampliam a vivência prática e a inserção profissional.

Enquanto o estágio obrigatório é parte da formação e ocorre no período da manhã, o extracurricular é opcional e realizado fora da grade, geralmente a partir do quarto ano.

Recentemente, a Graduação em Fisioterapia disponibilizou dez vagas de estágio extracurricular remunerado, exclusivas para alunos do curso. O processo seletivo foi realizado entre os estudantes do último ano, com início das atividades previsto para março.

“É uma oportunidade adicional para o aluno se desenvolver. Ele passa a atuar com carga horária definida, supervisão estruturada e vivência real de trabalho, com remuneração e benefícios”, explica Karina.

Guilherme e Carolina aprovados no processo seletivo

Os alunos Guilherme e Carolina estão entre os selecionados para o estágio extracurricular do Einstein. “É mais uma experiência prática que vai agregar muito”, afirma Guilherme.

“Será uma verdadeira experiência de carreira, com atuação dentro do próprio Einstein. Tenho certeza de que vamos aprender muito mais”, comemora Carolina.

Vivência prática e impacto na escolha profissional

O contato direto com diferentes áreas da Fisioterapia ao longo de toda a jornada na faculdade também contribui para a definição de caminhos profissionais. Estágios observacionais e monitorias são exemplos de atuações que ensinam sobre a prática.

Carolina conta que escolheu a profissão depois de ver a avó ser atendida por uma Fisioterapeuta, em um cuidado marcado pela atenção individualizada e humanizada. Ao longo do curso, porém, suas preferências foram se transformando.

“Eu entrei muito interessada na área hospitalar, mas, com as práticas, fui me identificando com outras áreas. Hoje, eu me vejo na Ortopedia. Essa vivência ajuda muito a entender o que você quer seguir”, explica.

Guilherme, por outro lado, manteve seu interesse inicial. Como foi jogador de futebol, interessou-se pela Fisioterapia para atuar no ramo esportivo. No entanto, ele reforça a importância de explorar possibilidades.

“Eu entrei focado em Esporte e Ortopedia e isso se confirmou. Mas a Graduação mostra muitas áreas e abre a mente. É importante não entrar tão fechado, porque você pode se surpreender”, recomenda.

Ao longo da formação, os estudantes destacam o contato precoce com a prática, a diversidade de experiências e a proximidade com Docentes e profissionais como elementos que fortalecem a preparação para o mercado.

“A gente tem prática desde o primeiro ano, aprende a ter raciocínio clínico e ganha confiança. Isso faz diferença quando você compara com outras formações”, afirma Carolina.

Guilherme também enfatiza o conjunto de oportunidades oferecidas ao longo do curso. “Temos contato com diferentes áreas, com profissionais muito qualificados e muitas oportunidades de aprendizado. Isso ajuda a formar um profissional mais preparado”.

Com a imersão prática no último ano e a possibilidade de experiências adicionais, como o estágio extracurricular remunerado, os alunos concluem a Graduação com uma vivência ampla da rotina assistencial, um passo decisivo para a transição entre a formação acadêmica e a atuação no mercado de trabalho.

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