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Ensino Einstein fortalece Especialização em Radiologia com estágios internacionais em centros de excelência

Estágios do Ensino Einstein proporcionam experiências clínicas, científicas e oportunidades de carreira a alunos e ex-alunos de Pós-graduação na área da Radiologia

A internacionalização do ensino na Pós-graduação Assistencial do Einstein vem ganhando força há cerca de um ano. No campo da Radiologia, esse movimento se traduz em experiências cada vez mais concretas para alunos e ex-alunos da área.

No Ensino Einstein, os estágios observacionais internacionais, conhecidos como observerships, têm se consolidado como um importante acesso a vivências em centros mundiais de referência.

A iniciativa conecta os participantes a instituições no exterior, promovendo troca de conhecimento, participação em Pesquisa e ampliação de perspectivas de carreira. Dessa forma, o programa é inserido em uma estratégia ampla, integrando Assistência, Ensino, Pesquisa e Inovação em um cenário global.

Ampliando horizontes e possibilidades de carreira

Segundo o Gerente Médico do setor de Radiologia e do Centro de Ensino em Imagem do Einstein, Dr. Ronaldo Hueb Baroni, os observerships são viabilizados por uma rede crescente de parcerias internacionais, já estruturadas com instituições de referência global.

“Isso permite que a gente ofereça ao aluno não só uma experiência pontual, mas uma vivência consistente dentro de serviços que são referência global”, afirma.

Essas conexões, construídas ao longo do tempo, ampliam o intercâmbio acadêmico e geram oportunidades contínuas.

A iniciativa apoia-se em uma trajetória consolidada de internacionalização do Ensino Einstein, que inclui o recebimento de alunos estrangeiros, a participação em congressos internacionais e a realização de simpósios globais.

A partir dessa base, foram estruturados os estágios observacionais, abertos a alunos e ex-alunos das Pós-graduações em Imagem: fellows níveis 4 e 5 (Médicos em especialização avançada) e alunos da Pós-graduação em Estado da Arte.

Entre as parcerias, destacam-se instituições nos Estados Unidos, como as Universidades de Chicago e Iowa, que oferecem aos participantes contato com centros de referência em Imagem. “Esses vínculos facilitam a inserção dos alunos em serviços de excelência e tornam a experiência internacional ainda mais qualificada”, destaca.

Durante o período no exterior, os alunos acompanham rotinas clínicas, participam de reuniões multidisciplinares e podem se envolver em projetos científicos. “Além da oportunidade de aprendizado, existe também a possibilidade de atuação em Ensino, Pesquisa e Inovação. E isso não termina quando o aluno volta”, afirma.

Para o especialista, o impacto vai além do conhecimento técnico. “Você aprende formas diferentes de praticar a Radiologia de excelência. E isso gera um enriquecimento pessoal muito grande”, diz.

Uma especialidade que está em alta

Outro ponto destacado pelo Dr. Baroni é o cenário promissor da área. Com a crescente demanda por Radiologistas no Brasil e no exterior, especialmente em mercados como Estados Unidos e Europa, a experiência internacional pode abrir portas importantes.

“Existe uma escassez de Radiologistas no mundo. O mercado está muito aquecido e os profissionais bem formados, como os que saem do Einstein, acabam tendo oportunidades dentro e fora do país”, ressalta.

Alunos são acompanhados ao longo de todo o processo

Equipe de ensino do Einstein e os alunos sendo recebidos na Universidade de Iowa.
Equipe de ensino do Einstein e os alunos sendo recebidos na Universidade de Iowa.

A Coordenadora Médica da Pós-graduação Assistencial do Ensino Einstein e responsável pelo programa de internacionalização dos cursos, Dra. Fernanda Giglio Petreche, explica que o objetivo é ampliar o diferencial da formação profissional.

“São estágios ofertados exclusivamente para alunos e ex-alunos dos cursos de Pós-graduação em Saúde lato sensu do Einstein, em centros de referência no mundo”, destaca.

Na Radiologia, os alunos já tiveram experiências em Universidades nos Estados Unidos, mas o programa também se estende a diversos outros cursos da Pós-graduação e países, incluindo Alemanha, Noruega, França, Espanha, Itália e Hungria.

O processo seletivo envolve análise de currículo e entrevistas, além de preparação para a experiência internacional.

“Existe uma intencionalidade pedagógica na definição dos objetivos educacionais: o que o aluno deve observar e analisar para compreender como essa experiência se conecta com sua formação e aplicação prática”, explica a Dra. Fernanda. A Coordenadora acrescenta que é possível, também, personalizar o estágio de acordo com objetivos e necessidades de aprendizagem dos participantes.

Outro diferencial é o acompanhamento próximo durante toda a jornada, feito tanto pela Coordenação do curso quanto pela própria equipe da Pós-graduação, visando contribuir para a ambientação, discussão de casos, conexão com os temas abordados nos cursos e aproveitamento do aluno.

“Acompanhamos o aluno desde o início até a chegada na instituição parceira. E, ao longo de todo o período, fazemos reuniões periódicas de acompanhamento. O contato é contínuo ao longo da experiência para alinhar expectativas, orientar o percurso e potencializar os resultados do estágio”, afirma a Dra. Fernanda.

Ao final do estágio, os alunos participam de discussões de casos com as equipes internacionais, fortalecendo ainda mais o intercâmbio de conhecimento.

Fazendo a diferença na prática

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Dra. Laura Bongiolo na Universidade de Chicago

Entre os alunos que já vivenciaram essa experiência está a Médica Radiologista Dra. Laura Bongiolo, que realizou um observership na Universidade de Chicago (Estados Unidos).

Durante um mês, ela acompanhou a rotina do Departamento de Radiologia, com foco em imagem abdominal e torácica, participando de discussões clínicas e reuniões multidisciplinares.

“Acho que o principal foi ampliar minha forma de pensar os casos. Diante de um mesmo exame, existem diferentes maneiras de interpretar e integrar a imagem com a história clínica”, conta.

Segundo ela, o contato com um centro de referência internacional trouxe aprendizados que hoje fazem parte da sua prática profissional.

“Ver como eles organizam os fluxos e como o ensino faz parte do dia a dia me trouxe várias ideias que aplico até hoje”.

A Dra. Laura atua como Médica Radiologista em Santa Catarina, com ênfase em Radiologia abdominal, torácica e métodos de imagem voltados à avaliação do aparelho digestivo e torácico.

Além disso, integra a equipe de Telerradiologia do Einstein, lidando com exames de alta complexidade em diferentes frentes.

Ela destaca o papel fundamental da formação recebida no Einstein para aproveitar a experiência internacional. “Foi muito gratificante perceber que a base que tive aqui me permitiu acompanhar as discussões em um dos grandes centros dos Estados Unidos”, define.

Ensino Einstein Fortalece Especialização Em Radiologia Com Estágios Internacionais Em Centros De Excelência
Dr. Matheus em frente a Universidade de Lowa

O Médico Radiologista Dr. Matheus Marcelino, ex-residente e atual Pós-graduando da área de Imagem no Einstein, vivenciou uma experiência internacional com foco em sua área de especialização ao realizar um observership na University of Iowa Hospitals & Clinics, nos Estados Unidos.

Ele acompanhou de perto a rotina de um serviço altamente especializado em Radiologia Musculoesquelética, participando ativamente de atividades assistenciais, reuniões multidisciplinares, sessões de discussão de casos e iniciativas de ensino.

Ao longo do período, teve contato direto com a interpretação de exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada, radiografias e ultrassonografia do sistema musculoesquelético, além de observar protocolos de aquisição de imagem, fluxos de trabalho e a dinâmica de integração entre Radiologistas, Ortopedistas e Médicos do esporte.

Segundo ele, a vivência foi determinante para aprofundar o conhecimento técnico e ampliar a visão sobre a prática da especialidade.

“A experiência teve um impacto muito importante na minha formação. Além do aprofundamento técnico, pude conhecer diferentes formas de organização do serviço, padronização de laudos e discussão de casos complexos”, afirma.

O contato com um ambiente internacional também trouxe novos olhares sobre Pesquisa, inovação e atuação multidisciplinar, inclusive com elaboração de projetos científicos conjuntos entre os hospitais, rendendo duas aprovações de trabalhos no congresso norte-americano de radiologia (RSNA), maior evento de Imagem do mundo.

“Voltei ao Brasil com diversas ideias que podem ser aplicadas tanto na prática clínica quanto no ensino”, destaca.

Atualmente, o Dr. Matheus segue sua Especialização em Radiologia Musculoesquelética no Einstein Hospital Israelita, atuando na análise de exames de alta complexidade voltados ao sistema musculoesquelético.

Para ele, experiências como essa reforçam o papel da formação internacional no desenvolvimento profissional.

“Esse tipo de vivência amplia não só o conhecimento técnico, mas também a troca entre diferentes culturas e formas de pensar a Medicina”, conclui.

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