Laboratórios da Graduação em Administração do Einstein conectam alunos à realidade do mercado
Iniciativas aproximam estudantes da realidade corporativa e estimulam protagonismo, pensamento crítico e tomada de decisão desde o primeiro semestre

Na Graduação em Administração de Empresas do Einstein, aprender vai muito além da teoria. Os laboratórios surgem como espaços vivos de experimentação em que os alunos são desafiados a lidar com problemas reais, tomar decisões e construir soluções aplicáveis ao mercado.
Com encontros semanais e foco total na prática, a proposta coloca o estudante no centro do processo, estimulando protagonismo e desenvolvimento de competências essenciais.
Atualmente, dois laboratórios – que podem ser frequentados por alunos de todos os semestres – estão em funcionamento: Lean e Inteligência Artificial. Ambos partem da mesma premissa: transformar conhecimento em ação.
Da teoria à prática: aprender com a realidade
No Laboratório Lean, a experiência é estruturada para aproximar os alunos de desafios concretos, simulando o ambiente corporativo.
Diretor de Lean e Produtividade de uma grande empresa que atua com tecnologia em saúde, Rodrigo do Nascimento, responsável pelo laboratório, reforça que o objetivo é romper com o modelo tradicional de ensino.
“Eu comento com os alunos que o que eu estou trazendo não é um livro, não é algo apenas acadêmico, é vida real”, afirma Rodrigo.
A metodologia Lean originou-se no Japão, dentro da indústria automobilística, a partir do modelo de produção desenvolvido por uma empresa no pós-guerra. Diante de recursos limitados, surgiu a necessidade de se fazer mais com menos e, principalmente, fazer melhor.
Seu propósito é eliminar desperdícios e aumentar a geração de valor. Na prática, isso significa olhar para processos com senso crítico, identificar etapas que não agregam valor e buscar soluções mais eficientes.
Em vez de “fazer mais”, o Lean propõe “fazer melhor”, com mais qualidade, menos retrabalho e maior foco no que realmente importa para o cliente. Ao longo do tempo, essa lógica ultrapassou a indústria e passou a ser aplicada em diferentes áreas, incluindo a Administração.
“A gente utiliza as ferramentas para entender o problema, identificar a causa raiz e desenvolver soluções”, explica Rodrigo.
A dinâmica inclui ainda desafios típicos do mercado, como restrições orçamentárias, diferenças culturais, possíveis divergências entre áreas e necessidade de argumentação.
“São experiências muito ricas. Ao assumir diferentes papéis, os estudantes exercitam não apenas o raciocínio analítico, mas também habilidades de comunicação e negociação. A gente faz questão de levar um ambiente que eles vão encontrar no mercado de trabalho”, destaca.
Esse formato permite que os alunos testem hipóteses, tomem decisões e compreendam as consequências de suas escolhas.
Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de decisão
No laboratório de IA, a lógica é semelhante: prática intensa e conexão direta com o mercado. O especialista em Inteligência Artificial aplicada a negócios, Neto Santos, responsável pelo laboratório, estrutura os encontros com foco na realidade prática.
“A teoria ocupa entre cinco e dez minutos. O restante é aplicação, discussão e troca”, explica.
A proposta é mostrar como a Inteligência Artificial pode apoiar o gestor em diferentes contextos, da análise de dados à automação de processos, sempre com um olhar crítico sobre seu uso.
Um dos pontos centrais trabalhados com os alunos é o papel da IA como suporte, e não substituição do ser humano. “A IA é uma assistente. No final, a decisão é humana”, reforça Neto.
Ao longo das atividades, são discutidos temas como ética, responsabilidade e tomada de decisão em cenários complexos. A intenção é preparar o aluno para lidar com a tecnologia de forma estratégica e consciente.
Aplicações reais e análise de dados
As dinâmicas desse laboratório incluem criação de automações para atendimento a clientes, desenvolvimento de produtos AI-First end to end (soluções em que a Inteligência Artificial não é apenas um recurso extra, mas a base fundamental da criação do produto), simulação de tomada de decisão com IA, otimização de prompts, desenvolvimento de assistentes, análise de relatórios de resultado das empresas, entre outros.
Em um dos exercícios, os alunos foram desafiados a extrair insights estratégicos e propor planos de ação a partir de dados. O diferencial está na exigência de interpretação. “Os alunos precisam sustentar a decisão e justificá-la”, conta Neto.
Assim, os estudantes aprendem não apenas a utilizar ferramentas, mas a construir argumentos e defender suas escolhas, uma habilidade essencial no ambiente corporativo.
O laboratório também cria situações que estimulam reflexão sobre o futuro do trabalho. Em uma das dinâmicas, os alunos foram confrontados com um cenário de ganho de eficiência com IA e questionados sobre possíveis impactos nas equipes.
“A IA pode potencializar times e até ampliar contratações”, destaca Neto, ao mostrar que não há respostas únicas, mas sim a necessidade de análise crítica. “A IA não vai substituir pessoas. Vai substituir pessoas que não se capacitarem”, afirma.
O diferencial está na experiência
Com alunos em diferentes fases da Graduação, os laboratórios promovem trocas ricas e ampliam perspectivas.
Ao mesmo tempo, oferecem um espaço estruturado para desenvolvimento prático desde o início da jornada acadêmica, permitindo que os estudantes experimentem, errem e aprendam.
Ao integrar teoria, prática e reflexão, reforçam um modelo de ensino que prepara, de fato, para o mercado. Mais do que aprender conceitos, os alunos desenvolvem repertório, senso crítico e capacidade de agir diante de desafios reais.
Na visão de Rodrigo, o impacto já pode ser percebido no engajamento e na aplicação do conhecimento no dia a dia. “Eles estão aprendendo, aplicando e vendo isso acontecer. Temos alunos, inclusive, se deparando com essas realidades em oportunidades de trabalho que conquistaram”, conta.
Ele acrescenta que vários alunos também mostram grande interesse em se aprofundar nesse conhecimento. “Eles têm buscado mentoria, por exemplo, o que comprova seu engajamento e nos motiva a prosseguir”, observa.
Neto, por sua vez, destaca que o laboratório aproxima os alunos de cenários desafiadores do mercado de trabalho atual. “O Einstein os capacita para caminhar com mais confiança, consciência e direção, num ambiente seguro e rico em feedback”.







