Avanço dos transtornos psiquiátricos infantojuvenis reforça necessidade de especialistas
O Ensino Einstein oferece o curso de Pós-graduação EAD em Psiquiatria da Infância e Adolescência, dedicada à formação de profissionais capazes de atender as novas complexidades

Os alertas internacionais sobre a saúde mental de crianças e adolescentes têm se intensificado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que problemas de saúde mental atinjam de 10% a 20% dos adolescentes no mundo.
Além disso, um terço de todos os transtornos mentais que se manifestam na vida adulta começam antes dos 14 anos, e cerca de 75% surgem ainda na infância e adolescência.
Trata-se de um cenário que demanda preparo técnico, sensibilidade e atualização constante dos profissionais que atuam com essa faixa etária.
O Coordenador Médico da Psiquiatria do Einstein Hospital Israelita e Coordenador da Pós-graduação EAD em Psiquiatria da Infância e Adolescência do Ensino Einstein, Dr. Alfredo Maluf Neto, reforça a urgência do tema e a crescente preocupação com o aumento dos casos.
“Estamos recebendo, na ponta, um número cada vez maior de diagnósticos graves. Crianças e adolescentes com depressão, com tentativas de suicídio, o que impacta a escola, a família e a vida social. É uma situação de franco alerta”, ressalta.
Cenário pós-pandemia intensificou desafios
O especialista observa que parte importante desse crescimento está relacionada aos efeitos acumulados da pandemia da Covid-19. “O isolamento, a mudança na dinâmica das famílias, o afastamento do convívio social, tudo isso trouxe repercussões que estamos vendo agora, especialmente no Brasil”, afirma.
No consultório e nas emergências, o reflexo é claro: casos que antes eram pontuais agora chegam em volume significativo.
Questões de neurodesenvolvimento, dificuldades de aprendizagem, depressão, psicoses, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA) compõem um panorama cada vez mais frequente e que exige conhecimento atualizado para uma intervenção adequada.
“As pessoas precisam de conhecimento para saber diagnosticar, intervir e, em muitos casos, iniciar uma terapêutica. Os profissionais têm nos procurado para obter essa instrumentalização”, explica o Dr. Alfredo.
Atento a esse cenário, o Ensino Einstein ampliou sua atuação ao lançar a Pós-graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência na modalidade EAD.
O curso, que já era oferecido presencialmente, agora ganha versão a distância para atingir um número maior de profissionais.
A quem se destina a Pós-graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência?
O curso destina-se aos Médicos, com ênfase ao preparo de Pediatras e Psiquiatras, que estão na linha de frente da identificação desses transtornos, segundo o Dr. Alfredo.
“A modalidade EAD é uma novidade muito importante para nós. Com ela, conseguimos alcançar profissionais de várias regiões, oferecendo conhecimento de ponta com a flexibilidade que a tecnologia permite”, explica o Coordenador.
A formação inclui webconferências semanais, aulas com especialistas de referência, além de um diferencial muito importante: telessimulações realísticas para discussão de casos clínicos com atores e cenários estruturados.
“É uma vivência muito rica. A simulação provoca discussões profundas e aproxima o aluno da prática real, o que é essencial nesse tipo de atendimento”, destaca o Dr. Alfredo.
Abordagem holística e atenção aos sinais
Ao comentar os caminhos possíveis para melhorar o cuidado, o Dr. Alfredo reforça o peso de uma abordagem integrada.
“Não é só o Psiquiatra. No TEA, por exemplo, é fundamental o trabalho de Psicólogos, Terapeutas ocupacionais, Fonoaudiólogos e profissionais do Serviço Social. É esse olhar ampliado que realmente responde às necessidades dessas crianças”, defende.
A escola também desempenha papel essencial, funcionando muitas vezes como primeiro ponto de alerta e os pais devem manter contato intenso com essa instituição.
Mudanças no comportamento social, isolamento repentino e sinais de dependência digital devem acender a atenção de pais e educadores.
Segundo o Dr. Alfredo, a dependência de telas e o afastamento do convívio presencial têm sido elementos centrais no adoecimento emocional dos jovens.
“Vemos crianças que não querem mais sair de casa, não querem ir a restaurantes, não querem participar da vida familiar”, exemplifica. “Esse isolamento é extremamente prejudicial ao seu desenvolvimento”, reforça o Coordenador.
Família: um eixo que não pode ser ignorado
Durante um congresso internacional recente, o especialista relata que o tema central foi a adolescência, uma evidente preocupação global.
“Um dos achados mais marcantes foi o papel fundamental da família. Pai e mãe continuam sendo referências essenciais. Mas, diante de tantas mudanças rápidas, os pais também precisam se atualizar para poder prevenir e identificar precocemente certas situações”, observa.
Formando especialistas para a realidade
Frente a um cenário que avança rapidamente, o Ensino Einstein posiciona-se de forma estratégica, oferecendo formação especializada com metodologia atualizada e foco prático.
O objetivo da especialização é preparar profissionais capazes de atuar com segurança e sensibilidade, diante das novas demandas da saúde mental de crianças e adolescentes.
“No fim, o que buscamos na Medicina é boa prática clínica. E isso só é possível quando existe conhecimento, atualização e uma visão integral do paciente. A academia e a ciência são nossas grandes aliadas nesse caminho”, conclui o Dr. Alfredo.







