Extensão na Graduação em Medicina do Einstein: aprendizado com impacto real
Da atenção primária às emergências, experiências de Extensão conectam o aprendizado acadêmico às demandas reais de comunidades

Na Graduação em Medicina do Ensino Einstein, a Extensão é mais do que uma etapa da formação: é um meio de conexão do conhecimento acadêmico com as demandas reais da sociedade e com a prática profissional.
Desde o primeiro semestre do curso, os alunos são inseridos em uma trilha contínua de experiências que culmina, ao longo da Graduação, em atividades práticas com impacto direto em comunidades.
Essa jornada se traduz em vivências concretas. Atualmente, alunos do quinto semestre atuam em escolas a partir de demandas identificadas em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), conduzindo oficinas interativas sobre temas como saúde sexual, saúde mental, bullying e os perigos do uso de cigarro eletrônico.
Já no sétimo semestre, os estudantes ampliam esse repertório com treinamentos práticos de suporte básico de vida (BLS), ensinando adolescentes a agir em situações de emergência, como engasgos e paradas cardiorrespiratórias.
Da sala de aula para a comunidade: uma formação com propósito
A estruturação dessas atividades faz parte do processo de curricularização da Extensão, presente ao longo de toda a Graduação. Do primeiro ao sétimo semestre, os alunos percorrem uma trilha que envolve desde a elaboração de projetos até a atuação direta com diferentes públicos.
Esse percurso é pensado para aproximar o estudante da realidade que irá encontrar na prática profissional. “O projeto de extensão é uma contrapartida da universidade para a comunidade”, explica a Docente da Graduação em Medicina do Einstein e Médica de Família, Dra. Simone Almeida da Silva, que coordena esse trabalho no quinto e sétimo semestres.
“É uma forma de levar educação em saúde, mas também de inserir o aluno na realidade que ele vai encontrar ao longo da vida”, reforça.
Essa inserção acontece, principalmente, no contexto da atenção primária, com demandas diversas que exigem não apenas conhecimento técnico, mas também escuta, adaptação e sensibilidade.
Metodologias ativas: aprender com o outro
No quinto semestre, essa lógica se materializa em oficinas realizadas com adolescentes em escolas públicas. Diferente de um modelo expositivo, as atividades são construídas a partir do conhecimento prévio dos próprios participantes.
“Nunca é uma palestra unilateral”, reforça Dra. Simone. “A gente parte do que eles já sabem, usa jogos, encenações, discussões. É uma linguagem mais próxima, que permite que eles participem e se envolvam.”
Temas sensíveis, como sexualidade e saúde mental, são abordados de forma acessível e acolhedora, criando espaço para dúvidas e trocas reais.
Ao mesmo tempo, os alunos aprendem a adaptar a linguagem, construir materiais efetivos e se comunicar com diferentes públicos, competências essenciais para a prática médica.
Mão na massa: quando o conhecimento salva vidas
No sétimo semestre, a experiência ganha ainda mais densidade prática. Em oficinas de suporte básico de vida (BLS), os estudantes ensinam adolescentes a reconhecer situações de emergência e a realizar intervenções iniciais, como manobras de desengasgo e reanimação.
“A gente instrumentalizou esses alunos para questões básicas, o que foi muito bom dos dois lados”, conta a Docente. “Para os nossos alunos, pela oportunidade de aplicar o conhecimento com propriedade e, para os adolescentes, pelo empoderamento para entender que são capazes de agir em situações críticas.”
Além disso, o contato com universitários próximos em idade contribui para que esses jovens passem a enxergar novas possibilidades de futuro, inclusive de atuação na área da saúde.
Transformação em duas vias
Para Sophia Luiz Calegaretti, 21 anos, aluna do sétimo semestre, a experiência evidencia o verdadeiro sentido da formação Médica. “Foi uma experiência extremamente enriquecedora, tanto no âmbito acadêmico quanto pessoal”, afirma.
Um dos principais aprendizados, segundo ela, foi a capacidade de traduzir o conhecimento técnico. “Conseguimos transformar conteúdos cheios de termos Médicos em algo acessível, prático e aplicável à realidade deles.”
Mais do que ensinar, a estudante destaca o impacto gerado. “É gratificante saber que esse conhecimento pode ser útil em algum momento da vida dessas pessoas, permitindo que elas se sintam mais preparadas para agir diante de situações graves”.
O diferencial está na experiência
Ao longo dessa trajetória, os alunos também têm contato com profissionais de diferentes áreas, como Médicos da Atenção Primária, Emergencistas e Residentes, ampliando sua visão sobre o cuidado e o trabalho em equipe.
Para Sophia, esse é um dos grandes diferenciais da formação. “O Einstein aproxima os alunos de projetos que realmente geram impacto na sociedade. São experiências com propósito claro, em que conseguimos enxergar a importância do que estamos fazendo”.
Ela também destaca o papel dos Docentes nesse processo. “São profissionais extremamente dedicados, que nos orientam em cada etapa e tornam a experiência muito mais rica”.
Formação que ultrapassa a técnica
Mais do que desenvolver habilidades clínicas, a Extensão contribui para a formação de profissionais capazes de se comunicar, acolher e compreender diferentes realidades.
“A gente forma profissionais que sabem se inserir na comunidade e entender suas demandas”, resume Dra. Simone. “É uma experiência rica para todos: alunos, Faculdade e comunidade”.
Como resume Sophia: “É uma formação que vai muito além da teoria e nos prepara de forma muito humana, prática e completa”.
Graduação em Medicina completa dez anos de tradição e excelência
A Graduação em Medicina do Ensino Einstein completa dez anos em 2026, celebrando uma trajetória marcada pela formação de Médicos comprometidos com excelência, conhecimento e cuidado com o outro.
Confira o vídeo em que alunos da primeira turma se reúnem com os calouros em uma conversa cheia de histórias, aprendizados e inspiração – um encontro entre quem abriu caminhos e quem está começando agora.







